sexta-feira, 22 de maio de 2009

TuneCore lança serviço D.Y.I em parceria com a CreateSpace

Vamos falar um pouquinho sobre as novas possibilidades para o lançamento de musicas.

É certo que a internet vem se desenvolvendo rapidamente e com isso, traz novas alternativas e ferramentas para artistas de pequeno à médio porte, entre elas, o lancamento digital de suas próprias musicas. Engraçado que ontem eu estive folheando um livro lançado em 2000 onde a autora, Ann Harrison, afirmava que não poderia falar muito sobre o e-commerce da musica pois esta estava em plena fase de desenvolvimento.

Passaram-se 9 anos e eis que o mercado está bem desenvolvido e com muitas opções e serviços para a distribuição digital de musicas. Se você passear um pouquinho no Google, encontrará diversas distribuidoras e o melhor de tudo é que isso é muito mais barato do que o lançamento em mídias físicas – os orçamentos de prensagem e artwork são brochantes.

Basta produzir seu single/ álbum/ EP, procurar um bom negócio com uma distribuidora e voilà! Já pode dizer que tem musicas lançadas.

A grande maioria dessas distribuidoras cobram uma pequena taxa para “jogar” suas musicas para as maiores lojas online (iTunes, Amazon, Rhapsody, Napster, além de lojas especializadas em determinados tipos de musicas) ou simplesmente cobram uma porcentagem do seu royalty gerado por venda.

Em uma das minhas pesquisas diárias encontrei um bom negócio que a distribuidora norte americana TuneCore está oferecendo em parceria com a CreateSpace da Amazon.com.

O negócio é o seguinte: Além da distribuição digital de musicas por uma pequena porcentagem do royalty de cada musica/ álbum vendido, a CreateSpace/ TuneCore oferece a distribuição física de suas musicas. Isso mesmo! Seu Cd será vendido na Amazon.com com arte, caixinha e encarte e estes serão confeccionados no momento em que houver uma compra.

Quem não gosta de lançar em mídia física? O sentimento de tocar na caixinha do cd, folhear o encarte é incomparável.

Tudo isso por uma porcentagem com base no preço de tabela mais um encargo fixo por CD vendido.

Basta enviar a arte e o cd para o endereço fornecido no site e pronto!

Para saber mais, basta acessar:
http://www.createspace.com
http://www.tunecore.com

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Lançamento do dia - River/ Cosmic Soul


Todos os dias é dia de lançamento de musicas e eu não posso deixar de citar o novo lançamento do selo BMR Music, que está no mercado à apenas 2 anos, mas que vem fazendo história em questão de casting e qualidade musical.
O selo, que é voltado a cena Drum ‘n bass lançou nessa semana o single River/ Cosmic Soul em 12” e digital com produções de Alex Db, que já lançou pelo renomado selo inglês Good Looking Records e MJazzy.
Particularmente fiquei encantada com a Cosmic Soul do Alex Db, por possuir elementos melódicos, bem ao meu gosto, além da voz maravilhosa e incrivelmente suave do cantor Lupa Mabuze.
No lado A tem a música do dj e produtor MJazzy, que compõe a nova leva de artistas do drum ‘n bass brasileiro. Um Liquid dnb que merece destaque pela alta qualidade de produção e está sendo tocada por artistas como LTJ Bukem e Drumagick.
Vamos lá! Esse single não pode faltar no seu repertório musical.

Juno - 12"

Juno - digital

Disponível também:



Detalhes - O nome do projeto

São muitas pessoas que nascem dotadas artisticamente, porém, poucos conseguem um lugar de destaque, principalmente neste país onde as oportunidades são escassas e onde os núcleos musicais de menores proporções podem não ter vez.
Existe realmente o monopólio das pessoas e empresas que atuam no mercado musical brasileiro, porém, neste momento, não posso atribuir este fator à baixa popularidade de certas cenas musicais tendo em vista que existem alguns que, claro, não alcançaram o sucesso absoluto, mas podemos dizer que são estruturados e auto-sustentáveis.
Aqueles que compõem o núcleo ou cena musical são os artistas e todos aqueles que estão envolvidos de alguma forma visando à prosperidade desta. Mas como conseguir? Isto eu realmente não sei, mas como em uma sociedade, cada um deve dar o seu melhor, fazer a sua parte e no caso do artista, a começar com a sua auto-imagem e em estratégias para que seu trabalho seja ouvido – e apreciado.
Após descobrir que possui dons artísticos, é de praxe que o artista comece a dar forma a esses dons fazendo cursos, familiarizando-se com o que será o seu futuro instrumento de trabalho, conhecendo e trocando experiências com pessoas que tenham a mesma linha de pensamento e mais pra frente, juntando-se com pessoas a fim de formar bandas ou projetos e criando um nome artístico.
A maioria das pessoas que criam projetos e bandas não se interessa pela parte burocrática, mas talvez um dia isso pode ser extremamente útil – lembre-se, a banda/ artista/ projeto é uma empresa.
A escolha do nome artístico é fundamental para dar corpo a um projeto e para evitar problemas futuros, é interessante que saiba se o nome escolhido já é utilizado por mais alguém. Temos casos brasileiros de artistas que teve que mudar seus nomes no meio do caminho, como o atual Dj Andy, que em meados dos anos 90 era conhecido como Andy C – pela combinação com seu nome de batismo – mas ao começar a se destacar fora do país, se deparou num conflito de nomes com o outro DJ, também de drum ‘n bass, Andy C, semelhantemente como o caso do ilustre Dj Marky – antes Marquinhos Marky Mark – que teve que trocar o nome para evitar conflitos com o artista norte americano Mark Wahlberg, também conhecido como Marky Mark e talvez com o nome de um dos integrantes do 4Hero, Marc Mac.
Podem perceber a importância desse item? Pois bem, antes de batizar o seu projeto, certifique-se que não haja nenhum outro projeto, empresa, banda etc. que utiliza o mesmo nome ou muito similar. Existem alguns sites onde você pode registrar o nome do seu projeto ou banda, como o Band Name –
http://www.bandname.com/ – que cobra uma única taxa de $12 dólares, além de diretórios e sites de busca onde você poderá fazer essa pesquisa.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Introdução

Quando conheci meu esposo, não tinha a mínima noção de que um dia eu pudesse me interessar pelo mercado musical e seus negócios. Na verdade, por ser tão jovem, não havia parado para pensar qual profissão gostaria de seguir.
Com a inevitável vivência dentro deste mundo, observando a carreira do meu esposo junto com seu irmão, os negócios, contratos de edição, licenciamento, apresentações ao vivo dentre outros assuntos mais burocráticos dentro do universo artístico, fui me identificando e criando cada vez mais interesse por tudo isso.
Sabe-se que cada vez mais surgem artistas e pelo o que pude observar, muito poucas pessoas para prestar assessoria para esse grupo, principalmente quando se trata de DJs e produtores musicais brasileiros de cenas pouco difundidas no país, como é o caso da musica eletrônica como um todo e no que abrange a cultura hip- hop.
Durante todos estes anos de convívio com o meio artístico pude observar também a falta de estrutura e orientação de muitos desses artistas. Conheci vários que esbanjam talento, mas que infelizmente não encontram uma boa alma para assessorá-los em assuntos burocráticos e muitas vezes mal sabem por onde começar, além das condições financeiras precárias tendo em vista que muitos dos artistas mantêm seus trabalhos em outros ramos, afim de suprir suas necessidades básicas e da família.
O resultado disso, muitas vezes, é o abandono e desperdício do talento e os que persistem, acaba por serem enganados pelas grandes empresas do ramo ao assinarem contratos e autorizações duvidosas e às vezes (por muitas) completamente exploratórias.
Com meus estudos e observações, tenho a intenção entender cada vez mais esse mercado, como fazer com que um artista se destaque, as melhores opções para a promoção do artista e claro, dividir com outros essas experiências e assim evitar muitas situações desastrosas.